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O Studio Uai Q Dança desenvolve suas atividades artísticas na cidade de Uberlândia-MG há 23 anos. Oferece cursos de Dança para crianças de 3 a 6 anos; Balé Clássico; Jazz; Dança Contemporânea, Sapateado; Consciência Corporal; . Abriga a Cia Uai Q Dança que funciona em vários núcleos de idéias e formações; O Grupo de Estudos do Movimento - GESC Grupo de estudos do corpo(grupo de estudos teóricos/práticos de temas ligados ao corpo); O Palco de Arte (espaço cênico para apresentações de espetáculos) e o Projeto Cidadança (projeto de inclusão de pessoas que querem dançar e não podem por motivos diversos. Somos enfim,uma gente aberta para as trocas. Você está convidado à conversar, questionar, inventar e propor.

Primavera cheia de novidade

A primavera chegou e junto trouxe um tanto de novidade.
Vocês estão sabendo? Então fiquem ligados:

Mover: O que tem pra hoje?

Esse vocês já conhecem. Dança dançada junto com as crianças. Nas segundas e quartas de 8:30 às 9:30.
Na segunda feira estamos dentro do Uai Q Dança e na quarta feira vamos para a rua. Assim vamos dançando e já se foram dois meses de encontros, que até nasceu um blog:

Agora pra você que quis mover também, mas não é mais criança. Começamos em Outubro o Mover para os adultos. E como sabemos que os horários são apertados quando não se é mais criança... Ficamos assim: Terças e Quintas das 11:30 às 13H. Se não der pra vir os dois dias, vem em um. Se não der pra vir o mês todo, faz aula avulsa. Mas não deixa de dançar, não! Vale muito a pena. E o preço tá bem especial.
Vem! Estamos te esperando com muito carinho em movimento e escuta.


E pra quem gosta de dança indiana, esse mês temos a presença super especial da Krishna Sharana, ministrando um workshop de Dança Clássica Indiana! Corre que já é esse final de semana!
E ainda dá tempo!



Que venham as flores e as danças!

Saibam o que pensamos sobre o uso das sapatilhas de ponta no curso de Balé Clássico




SAPATILHAS DE PONTA
Entre o sonho e a realidade


Entendemos que o uso as sapatilhas de ponta seja um marco na vida de uma estudante de Balé Clássico. Muitas estudantes permanecem no curso de balé alimentadas por esse sonho. Porém, é importante que isso não seja o que determinará o início dessa prática.

O Corpo da estudante já tem, necessariamente que estar maduro.
É bom entendermos que, fisiologicamente, como também em nossa organização biomecânica natural, não estamos preparados para essa aventura: Ficar  nas pontas dos pés.

Mesmo que existam sapatilhas apropriadas, como é o caso das que se usa no balé, o corpo integral , paga um preço muito alto por essa prática. O pé e seus 26 ossos, 31 articulações, ligamentos e cadeias musculares se esforçam além de suas capacidades para a atividade das pontas e, o corpo como um todo se esforça para a execução de passos e movimentos complexos que exigem excessivamente das articulações também dos tornozelos, joelhos, bacia e coluna vertebral principalmente. E como todo o nosso corpo se organiza em solidariedade entre todos os seus sistemas, haja solidariedade, principalmente muscular para tanto esforço antinatural.

Evidentemente, existem, literalmente os ossos do ofício, como em toda profissão. Nenhum problema, portanto, para o uso das sapatilhas de ponta, desde que haja uma avaliação criteriosa de médicos e outros profissionais da saúde, atestando a maturidade corporal para cada pessoa que, em geral, já deve ter minimamente de onze a doze anos (Isso não é uma regra. Essa idade dependerá, de fato, da maturidade corporal de cada estudante), bem como ter praticado ininterruptamente 5 anos da técnica de balé clássico muito bem orientada, sob a responsabilidade de profissionais da dança que tenham uma formação que inclua, não somente o conteúdo do balé clássico em profundidade, mas, o conhecimento anatômico do corpo, bem como o desenvolvimento psicomotor. Fora isso, faz - se necessária a pergunta: A estudante quer se dedicar ao balé clássico tendo como meta, essa profissão? E essa resposta é muito difícil, pois com onze anos não se sabe ainda o que se quer como profissão. Nesse sentido, acreditamos que não se deve forçar uma criança, à prática de uma atividade como a do balé clássico. Com treze ou quatorze anos, se a estudante ainda estiver apaixonada pelo  balé, com o desejo de seguir essa carreira e fundamentalmente, se dedicar com no mínimo duas horas e meia de trabalho diário, temos um bom termômetro se é possível investir nesse sonho.

Entre o sonho e a realidade, temos um caminho que requer responsabilidades compartilhadas: Pais, profissionais da saúde e professores de balé clássico. Assim, o corpo que não está separado das emoções e nem tão pouco da cognição, não paga um preço alto pelo sonho da criança ou dos pais, do ideal de leveza e "beleza" que é dançar nas pontas dos pés. 

Fernanda Bevilaqua – Diretora artística e pedagógica do Uai Q Dança. Professora de dança, formada pelos métodos Francês e Italiano (Cecchetti) de Balé; Pedagoga; especialista em Arte – Educação; Educadora Somática formada em Cadeias Musculares e Articulares pelo Método GDS e em Eutonia.




SOBRE O CUSTO FINANCEIRO DAS SAPATILHAS DE PONTA PARA OS PAIS E PROFISSIONAIS
 Recomendamos a leitura do BLOG: http://pontaperfeita.wordpress.com/

"Assistir a filha dançando ballet aos 4 aninhos é o deleite de muitos pais. As apresentações de baby class são recheadas de fofura e espontaneidade. Mas e quando aquela atividade lúdica se torna uma paixão? Aqueles mesmos pais estão economicamente preparados para a formação da filha? A formação em ballet clássico é muito cara, especialmente devido ao custo das sapatilhas de ponta.

No Brasil, há poucos fabricantes (Só Dança Cecília Kerche, Balletto e Millenium são os mais conhecidos) e as sapatilhas importadas são Custo

Assistir a filhinha dançando ballet aos 4 aninhos é o deleite de muitos pais. As apresentações de baby class são recheadas de fofura e espontaneidade. Mas e quando aquela atividade lúdica se torna uma paixão? Aqueles mesmos pais estão economicamente preparados para a formação da filha? A formação em ballet clássico é muito cara, especialmente devido ao custo das sapatilhas de ponta.

No Brasil, há poucos fabricantes (Só Dança Cecília Kerche, Balletto e Millenium são os mais conhecidos) e as sapatilhas importadas são extremamente caras e de aquisição complicada. Portanto, é comum que as bailarinas brasileiras sejam forçadas a utilizar sapatilhas inadequadas e prolongar seu tempo de uso, mesmo após considerá-las inadequadas. Isso aumenta vertiginosamente o risco de lesões.

A durabilidade de uma sapatilha de ponta varia bastante dentre marcas, modelos e suas características. Uma análise comparativa entre cinco marcas diferentes (Capezio, Gaynor Minden, Freed, Grishko e Leo’s) foi publicada pelo The American Journal of Sports and Medicine. De acordo com os resultados, nem sempre a sapatilha de maior durabilidade é aquela que confere o melhor conforto. E considerando que uma bailarina profissional utiliza até 65 pares de sapatilhas de ponta por mês, convém colocar no papel qual será o custo necessário para bancar a atividade.

Por isso, é importante notar que, se os pais não apresentam condições financeiras para proporcionar conforto e segurança na utilização das pontas, é melhor convencer a menina a permanecer na meia-ponta do que aumentar o risco de lesões definitivas extremamente caras e de aquisição complicada. Portanto, é comum que as bailarinas brasileiras sejam forçadas a utilizar sapatilhas inadequadas e prolongar seu tempo de uso, mesmo após considerá-las inadequadas. Isso aumenta vertiginosamente o risco de lesões.

A durabilidade de uma sapatilha de ponta varia bastante dentre marcas, modelos e suas características. Uma análise comparativa entre cinco marcas diferentes (Capezio, Gaynor Minden, Freed, Grishko e Leo’s) foi publicada pelo The American Journal of Sports and Medicine. De acordo com os resultados, nem sempre a sapatilha de maior durabilidade é aquela que confere o melhor conforto. E considerando que uma bailarina profissional utiliza até 65 pares de sapatilhas de ponta por mês, convém colocar no papel qual será o custo necessário para bancar a atividade.

Por isso, é importante notar que, se os pais não apresentam condições financeiras para proporcionar conforto e segurança na utilização das pontas, é melhor convencer a menina a permanecer na meia-ponta do que aumentar o risco de lesões definitivas".